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Conteúdo informativo sobre pé diabético, artrose, medicina regenerativa e lesões de pé e tornozelo. Não substitui uma consulta médica.
Lista de artigos

Úlceras no pé diabético: como tratar e evitar complicações
A maior parte das úlceras do pé diabético surge de uma combinação previsível — perda de sensibilidade, circulação prejudicada e uma pequena pressão ou trauma repetido que o pé não avisa. A prevenção é feita de coisas simples e comprovadas: olhar os pés todos os dias, usar calçado que alivia pressão, tratar calos e lesões pré-ulcerativas cedo e ter acompanhamento regular, porque quanto mais cedo a lesão é vista, mais simples costuma ser o tratamento.

Artrose no tornozelo e pé: sintomas e tratamentos sem cirurgia
A artrose do tornozelo é diferente da do joelho e do quadril: na maioria das vezes ela é pós-traumática, consequência de entorses graves e fraturas antigas, e por isso costuma aparecer em pessoas mais jovens. O tratamento começa sempre conservador — ajuste de carga, calçado e órteses, fortalecimento e fisioterapia —, com infiltrações e procedimentos considerados conforme a resposta e a avaliação individual.

Tratamento com ortobiológicos (PRP e BMA) para artrose
Ortobiológicos como o PRP e o BMA são preparados obtidos do próprio sangue ou da própria medula óssea do paciente, usados para estimular o ambiente biológico da articulação ou do tendão. A evidência é mais consistente em cenários como a artrose de joelho e a fascite plantar crônica e menos consistente em outros, como a tendinopatia crônica do tendão de Aquiles, de modo que a indicação depende da condição, do estágio e da avaliação individual.

O que é fascite plantar e como tratar
A fascite plantar é a sobrecarga do tecido que sustenta o arco do pé, e o sintoma mais característico é a dor no calcanhar logo nos primeiros passos do dia. Na grande maioria dos casos, o tratamento é conservador — alongamento, calçado adequado e fisioterapia —, e as ondas de choque entram como opção nos quadros crônicos que não melhoraram só com essas medidas.

Ondas de choque para dor no pé: o que a evidência mostra em cada caso
Ondas de choque tem evidência sólida para fascite plantar crônica, com estudos controlados mostrando redução de dor superior ao placebo. No tendão de Aquiles os estudos ainda discordam entre si, o que torna a indicação uma decisão individual — e as condições em que o tratamento é feito, como a associação a um programa de carga, pesam mais nesse cenário.

Ondas de choque no ombro e cotovelo: quando a evidência sustenta
No ombro, ondas de choque tem evidência forte para a tendinite calcária — não para a tendinite sem depósito de cálcio, onde os estudos não mostram diferença em relação ao placebo. No cotovelo, a revisão mais recente encontrou redução de dor superior à da infiltração de corticoide e à da ultrassonoterapia, ainda que o ganho apareça na dor e não na força de preensão.

Tendinopatia: o que é, principais tipos e como tratar
Tendinopatia é o termo amplo usado para alterações dolorosas no tendão, geralmente relacionadas a sobrecarga e a processos degenerativos das fibras — mais comuns na prática clínica do que a inflamação pura sugerida pelo nome popular "tendinite". O tratamento conservador, com ajuste de carga e fisioterapia, costuma ser a base da abordagem, e recursos como ondas de choque e ortobiológicos podem ser considerados conforme avaliação individual.

Joanete (hálux valgo): o que é, tratamento e quando operar
O joanete, ou hálux valgo, é uma saliência óssea que se forma na base do dedão do pé, resultado de um desvio progressivo dessa articulação. O tratamento costuma começar pelo caminho conservador — calçado adequado, órteses e fisioterapia — e a cirurgia, hoje muitas vezes realizada com técnicas minimamente invasivas, é considerada quando a avaliação individual indica essa necessidade.

Metatarsalgia: dor na sola do pé perto dos dedos (e a relação com dedos em garra)
Metatarsalgia é a dor na região das cabeças dos metatarsos, a chamada "sola do pé perto dos dedos", geralmente relacionada a sobrecarga mecânica na parte da frente do pé. O tratamento costuma envolver ajuste de calçado, palmilhas quando indicadas, exercícios e fisioterapia, e casos persistentes podem se beneficiar de infiltração ou ondas de choque, conforme avaliação individual.

Dor no calcanhar: o que pode ser e como tratar
A dor no calcanhar costuma ter causas diferentes conforme a localização: embaixo, a mais comum costuma ser a fascite plantar; atrás, o tendão de Aquiles e a deformidade de Haglund tendem a ser os principais suspeitos. O tratamento inicial costuma ser conservador — ajuste de calçado, alongamento e fisioterapia —, e uma avaliação especializada é recomendada quando a dor persiste.

Unha encravada: o que fazer, como tratar e quando a cirurgia é indicada
A unha encravada — cujo termo médico é onicocriptose — acontece quando o canto da unha penetra a pele ao redor do dedo, causando dor, vermelhidão e inflamação. Casos iniciais podem melhorar com cuidados locais e calçado folgado, mas quadros repetidos, muito inflamados ou com sinais de infecção pedem avaliação, e a correção definitiva costuma ser um procedimento simples, feito com anestesia local.

Deformidade de Haglund: o osso saliente atrás do calcanhar
A deformidade de Haglund é uma proeminência óssea na parte de trás do calcanhar que atrita com o calçado e pode inflamar o tendão de Aquiles e a bursa ao redor. O tratamento começa de forma conservadora, com mudança de calçado, alongamento e fisioterapia, e a cirurgia para remover a saliência fica reservada aos casos que não melhoram apenas com essas medidas.

Fratura dos metatarsos: sintomas, tratamento e tempo de recuperação
A fratura dos metatarsos é a quebra de um dos cinco ossos longos do meio do pé, causada por trauma direto, entorse ou sobrecarga repetida. Boa parte dos casos é tratada sem cirurgia, com calçado rígido ou bota ortopédica e carga orientada, mas fraturas com desvio, múltiplas ou localizadas em regiões de risco, como a base do quinto metatarso, podem precisar de cirurgia — a avaliação especializada é o que define o caminho.

Anatomia do pé: ossos, articulações, tendões e ligamentos
O pé tem 26 ossos e mais 2 ossos sesamoides, organizados em três regiões — retropé, mediopé e antepé —, conectados por articulações, ligamentos e tendões que sustentam o peso do corpo a cada passo. Entender esse mapa ajuda a localizar a origem de cada dor e a conversar melhor com o seu médico.

Tendão de Aquiles: dor, tendinite, tratamento e sinais de ruptura
O tendão de Aquiles é o tendão mais forte do corpo, ligando a panturrilha ao calcanhar e impulsionando cada passo — e a dor costuma vir da sobrecarga (tendinopatia), tratada com fortalecimento progressivo orientado, ajuste do treino e do calçado. Uma dor súbita, como uma pedrada atrás do tornozelo, pode indicar ruptura e pede avaliação médica imediata.

Pé inchado: o que pode ser e quando se preocupar
As causas do pé inchado vão de problemas locais — trauma, entorse, artrose ou muito tempo em pé — a condições mais gerais, como insuficiência venosa, alterações do coração ou dos rins e efeito de alguns medicamentos. Inchaço súbito em um pé só, com dor na panturrilha, ou inchaço acompanhado de falta de ar, pede avaliação médica imediata.

Entorse de tornozelo: torci o tornozelo, e agora?
Entorse de tornozelo é o estiramento ou a rotura dos ligamentos que estabilizam o tornozelo, quase sempre com o pé "virando para dentro" de forma brusca. Nas primeiras horas, proteger, elevar e comprimir o tornozelo ajuda a controlar o quadro — o gelo pode aliviar a dor em períodos curtos, mas o repouso absoluto ficou para trás —, e dor no osso ou incapacidade de dar alguns passos pedem radiografia, sendo a reabilitação bem feita o que evita o tornozelo instável que torce de novo.

Calo e calosidade no pé: por que aparecem e como tratar
Calos e calosidades são o engrossamento da pele em resposta a pressão ou atrito repetidos — quase sempre um sinal de que a mecânica do pé está sobrecarregando aquele ponto. Remover o calo alivia, mas ele tende a voltar enquanto a causa — calçado, formato do pé, dedos em garra ou joanete — não for tratada; pessoas com diabetes nunca devem remover calos por conta própria.

Proloterapia: o que é, como funciona e quando é indicada
Proloterapia é a injeção de uma solução, mais comumente de dextrose (um açúcar) em concentração maior que a do sangue, aplicada em tendões, ligamentos e articulações para estimular uma resposta reparativa local. Os estudos apontam benefício em cenários como instabilidade crônica do tornozelo, fascite plantar, artrose de joelho e tendinopatias, geralmente em quem não melhorou com o tratamento conservador inicial, e a indicação é definida caso a caso.

Viscossuplementação com ácido hialurônico: o que é e quando é indicada
Viscossuplementação é a injeção de ácido hialurônico dentro da articulação para melhorar a lubrificação e o amortecimento do líquido articular, usada principalmente no tratamento da artrose. Os resultados são mais consistentes na artrose leve a moderada; em outras situações, incluindo o tornozelo, a evidência é menos uniforme, e a indicação passa a ser uma decisão individual, caso a caso.

Bloqueio anestésico para dor: o que é, para que serve e quando é indicado
Bloqueio anestésico é a injeção de anestésico local, muitas vezes guiada por ultrassom, junto a um nervo ou a uma estrutura específica, para interromper temporariamente o sinal de dor. Na prática, além de aliviar, ele ajuda a confirmar de onde vem a dor e abre uma janela de menor dor para que a reabilitação e a fisioterapia possam avançar — a indicação é sempre individual.

Gelo ou calor: quando usar cada um na dor e na lesão
Gelo alivia a dor nas primeiras horas de uma lesão aguda, mas a ciência recente não confirma que ele acelere a cicatrização, e usado em excesso pode até atrapalhar o processo. Calor tende a ajudar mais na rigidez crônica e na recuperação muscular, mas a escolha certa depende da situação — e nenhum dos dois substitui a avaliação da causa.

Dor no tornozelo: o que pode ser e como tratar
Dor no tornozelo é sintoma, não diagnóstico: as perguntas que organizam a investigação são se houve torção, onde exatamente dói e há quanto tempo. Depois de uma entorse mal reabilitada, até 4 em cada 10 pessoas desenvolvem instabilidade crônica — a causa mais evitável e menos discutida da dor persistente no tornozelo.

Neuroma de Morton: sintomas, diagnóstico e tratamento
O neuroma de Morton é o espessamento do nervo entre o 3º e o 4º dedos do pé, que causa a sensação de pedra ou meia dobrada dentro do sapato, com queimação ou choque que costuma aliviar ao tirar o calçado. O tratamento segue uma escada — calçado e palmilha primeiro, depois infiltração guiada por ultrassom, comprovadamente mais eficaz que a aplicação às cegas —, com a cirurgia reservada para quem não responde às etapas anteriores.

Canelite: dor na canela ao correr — causas e tratamento
Canelite é o nome popular da síndrome do estresse tibial medial: uma dor difusa na borda interna da tíbia, que aparece quando o volume ou a intensidade da corrida aumentam mais rápido do que o osso e a fáscia conseguem se adaptar. O diagnóstico costuma ser clínico, e o tratamento que a evidência sustenta é a gestão de carga do treino combinada ao fortalecimento da panturrilha — a maioria dos recursos vendidos para o problema tem evidência fraca.

Neuropatia diabética nos pés: formigamento, queimação e o que fazer
A neuropatia diabética é a perda gradual de sensibilidade nos pés causada pelo diabetes, que costuma começar com formigamento, queimação noturna e dormência muito antes de qualquer ferida aparecer. Reconhecer esses sintomas cedo, junto com o controle glicêmico e o acompanhamento do pé, é o que separa quem consegue agir a tempo de quem só percebe o problema quando a sensibilidade protetora já se perdeu.

Doença de Sever: dor no calcanhar em crianças e adolescentes
A doença de Sever é a apofisite do calcâneo, uma irritação temporária da placa de crescimento do calcanhar, comum em crianças e adolescentes que praticam esportes com corrida e salto, como futebol e beach tennis. É uma condição benigna e autolimitada — na maioria dos casos, o tratamento envolve ajustar a carga de treino, não interromper o esporte por completo.

Tipos de pisada: pronada, supinada, neutra — mitos e verdades
Pisada pronada, supinada e neutra descrevem um movimento normal do pé ao absorver o impacto da passada, não um defeito a ser corrigido. Estudos controlados não confirmam que escolher o tênis pelo tipo de pisada reduza o risco de lesão — a pisada só exige atenção médica quando vem acompanhada de dor ou deformidade.

Sesamoidite: dor embaixo do dedão do pé — causas e tratamento
A sesamoidite é a inflamação de um dos dois pequenos ossos sesamoides sob a cabeça do primeiro metatarso, causada por sobrecarga repetida em esportes de impacto na ponta do pé. É uma condição que costuma responder bem ao tratamento conservador, mas antes de tratar como sesamoidite é preciso diferenciar de causas mais raras, como fratura por estresse e necrose avascular do sesamoide.

Instabilidade crônica do tornozelo: quando o tornozelo vive torcendo
Instabilidade crônica do tornozelo é a sensação de tornozelo frouxo e as entorses de repetição que ficam depois de uma torção mal reabilitada, e pode ser mecânica (o ligamento realmente frouxo) ou funcional (o ligamento cicatrizou, mas o equilíbrio nunca voltou). O tratamento começa sempre pela reabilitação com equilíbrio e fortalecimento, e a cirurgia entra apenas quando esse caminho, bem conduzido, não resolve.

Hálux rígido: artrose do dedão do pé — sintomas e tratamento
O hálux rígido é a artrose da primeira articulação metatarsofalângica, a articulação da base do dedão, que progressivamente trava a dorsiflexão do dedão e dói no impulso do passo. Diferente do joanete, não costuma haver desvio lateral do dedão — o sinal central é a rigidez, e o tratamento começa sempre pelo caminho conservador antes de considerar cirurgia.

Lesões no kitesurf: como prevenir, reconhecer e tratar — guia do ortopedista
A lesão mais comum no kitesurf costuma envolver o pé e o tornozelo, sobretudo a entorse no pouso de saltos e manobras, seguida por cortes, contusões e lesões de joelho, e o risco cai de forma consistente com aulas, progressão por nível e treino de equilíbrio. Depois de qualquer torção ou pancada, dor óssea nos maléolos ou na base do quinto metatarso, incapacidade de dar quatro passos ou deformidade visível são os sinais que pedem radiografia — não a intensidade percebida do trauma.

PRP na artrose de joelho: o que a evidência mostra e o que o CFM autoriza
O PRP é um concentrado de plaquetas obtido do seu próprio sangue, autorizado pelo CFM desde julho de 2026 como tratamento adjuvante para artrose de joelho leve a moderada, sem substituir o tratamento clínico ou cirúrgico indicado. A evidência científica é consistente quando o PRP é comparado ao ácido hialurônico, mas ainda divide os estudos quando comparado a placebo.

PRP na epicondilite lateral (cotovelo de tenista): evidência e indicação segundo o CFM
O plasma rico em plaquetas (PRP) tem evidência favorável na epicondilite lateral quando comparado à infiltração de corticoide a partir de seis meses, mas metanálises com grupo placebo ainda não demonstram esse benefício de forma consistente. Desde 15 de julho de 2026, a Resolução CFM nº 2.464/2026 autoriza o uso do PRP nessa condição como tratamento adjuvante, regulado e restrito — nunca como substituto do tratamento conservador ou cirúrgico já indicado.