Artrose & Preservação

Artrose no tornozelo e pé: sintomas e tratamentos sem cirurgia

Atualizado em 23 de agosto de 2026Publicado em 31 de julho de 202611 min de leitura
Dr. Caio Fábio, ortopedistaDr. Caio Fábio CRM-CE 12791 · RQE 8590

Resposta rápida

A artrose do tornozelo é diferente da do joelho e do quadril: na maioria das vezes ela é pós-traumática, consequência de entorses graves e fraturas antigas, e por isso costuma aparecer em pessoas mais jovens. O tratamento começa sempre conservador — ajuste de carga, calçado e órteses, fortalecimento e fisioterapia —, com infiltrações e procedimentos considerados conforme a resposta e a avaliação individual.

Radiografia de tornozelo em projeção lateral — imagem ilustrativa
Foto: Wikimedia Commons — domínio público

O que é artrose (e o que ela não é)

Artrose é o nome dado ao desgaste progressivo da cartilagem que reveste as extremidades dos ossos dentro de uma articulação — a camada lisa que permite que um osso deslize sobre o outro sem atrito. Mas reduzir a artrose a "desgaste de cartilagem" é uma simplificação: a doença envolve a articulação como um todo, incluindo o osso logo abaixo da cartilagem, a membrana que produz o líquido articular, os ligamentos e a musculatura ao redor, que se adaptam — nem sempre bem — à nova forma de a articulação funcionar.

Existe uma ideia difundida de que "artrose é coisa de idade, não tem o que fazer" — e essa frase, embora comum, não é precisa em nenhuma das duas partes. Você vai ver ao longo deste texto que, no tornozelo e no pé, a idade é só uma parte pequena da história, e que existe um caminho de tratamento consistente entre o diagnóstico e uma eventual cirurgia. Vale também separar duas coisas que costumam ser tratadas como sinônimos: o grau de desgaste visível na radiografia e a intensidade dos sintomas sentidos no dia a dia. Elas nem sempre andam juntas — há pessoas com alterações relevantes na imagem e pouca dor, e outras com sintomas importantes e alterações mais discretas. É por isso que o tratamento é guiado pela sua queixa, não apenas pelo que aparece no exame.

Radiografia mostrando artrose, com redução do espaço articular e formação de osteófitos
O que a artrose mostra na radiografia: o espaço entre os ossos se estreita conforme a cartilagem perde espessura, e surgem os osteófitos, os chamados "bicos de papagaio". O que se vê na imagem, porém, nem sempre corresponde ao que a pessoa sente. · Radiografia: James Heilman, MD — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Por que a artrose do tornozelo é diferente da do joelho

A artrose que mais aparece em pesquisas, campanhas de conscientização e até em conversas informais é a do joelho e do quadril — em geral chamada de degenerativa primária, ligada ao desgaste acumulado ao longo de décadas de uso da articulação. É esse o retrato que a maioria das pessoas tem na cabeça quando ouve a palavra artrose. No tornozelo, esse retrato não se aplica na maior parte dos casos.

A artrose do tornozelo é, na maioria das vezes, pós-traumática — ou seja, consequência de uma lesão anterior, e não apenas do tempo. Uma revisão sobre o tratamento conservador da artrose de tornozelo (Tejero et al., 2021) chama atenção justamente para essa diferença: os autores destacam que a origem da artrose de tornozelo é bastante diferente da do quadril e do joelho. Segundo a mesma revisão, a evidência científica produzida especificamente para o tornozelo ainda é escassa se comparada à do quadril e à do joelho, e boa parte das opções de tratamento em uso hoje foi extrapolada de estudos feitos nessas outras articulações — uma limitação que os próprios autores reconhecem, exatamente por causa dessa diferença de origem.

Na prática, isso muda a forma como olhamos para o seu caso desde a primeira consulta. Como a origem costuma ser um trauma, o histórico de entorses e fraturas antigas faz parte do diagnóstico, não é um detalhe do passado. E como a artrose pós-traumática pode aparecer bem antes da artrose relacionada à idade, é comum encontrar esse quadro em pessoas mais jovens e ativas — muitas vezes ainda na vida esportiva —, o que reforça a importância de um plano de tratamento que leve em conta não só a articulação, mas a rotina de quem convive com ela.

A história que quase sempre aparece: entorses e fraturas antigas

Quando perguntamos sobre o histórico de tornozelo na consulta, três cenários aparecem com mais frequência. O primeiro é o entorse de tornozelo — especialmente quando ele se repete várias vezes ao longo dos anos ou evolui para uma instabilidade crônica, aquela sensação de que o tornozelo "falseia" com facilidade. Cada entorse mal resolvido deixa a articulação um pouco menos estável, e essa instabilidade repetida sobrecarrega pontos específicos da cartilagem a cada passo, ano após ano, até que o desgaste se torna sintomático.

O segundo cenário é a fratura que envolveu a superfície articular — quando a quebra do osso atinge a própria área de contato entre os ossos, e não só a parte externa da estrutura óssea. Mesmo depois de consolidada e tratada corretamente, uma fratura assim pode deixar a superfície da articulação com uma irregularidade que favorece o desgaste ao longo dos anos seguintes.

O terceiro é a lesão da cartilagem do tálus — o osso que fica entre a tíbia e o calcâneo, formando a parte de baixo da articulação do tornozelo —, geralmente causada por um trauma agudo, como um entorse mais grave. Essas lesões nem sempre evoluem para artrose: um documento de recomendações sobre esse tipo de lesão (Walther et al., 2023) descreve que, em pacientes com sintomas mínimos, a progressão para artrose do tornozelo é pouco provável, e que o tratamento conservador — repouso e restrição de esportes, mais eficazes do que a imobilização, segundo o mesmo documento — melhora entre 45% e 59% dos adultos. Uma revisão sistemática de 30 estudos com 868 pacientes (Buck et al., 2023) chegou a uma taxa de sucesso clínico agrupada de 45% com tratamento não operatório, com progressão radiográfica para artrose observada em cerca de 9% dos pacientes acompanhados.

Sintomas: como a artrose se manifesta no pé e no tornozelo

A dor da artrose de tornozelo e pé costuma seguir um padrão mecânico: piora com a carga — ficar de pé por muito tempo, caminhar em terreno irregular, subir e descer escadas — e tende a se acentuar ao fim do dia, depois de horas de uso da articulação. A rigidez matinal também aparece, mas costuma ser breve, de poucos minutos, o suficiente para "esquentar" a articulação; rigidez que dura muito mais tempo do que isso é uma característica mais associada a doenças inflamatórias, um cenário diferente que merece avaliação à parte.

Inchaço depois de um dia mais ativo, sensação de travamento ao mudar de direção e crepitação — aquele estalo ou atrito perceptível ao movimentar a articulação — completam o quadro mais comum. Com o tempo, é comum notar também uma perda progressiva da amplitude de movimento: o tornozelo ou os dedos do pé simplesmente não dobram como antes.

Esses sintomas raramente aparecem de uma vez. O mais comum é uma adaptação silenciosa: você começa a pisar de um jeito diferente para poupar o lado que dói, passa a evitar terrenos irregulares, como areia ou calçamento de pedra, e aos poucos deixa de fazer atividades que antes eram rotina — uma caminhada mais longa, uma corrida no fim de semana, um jogo com os amigos. É justamente esse processo de adaptação, muitas vezes não percebido enquanto acontece, que costuma levar a pessoa ao consultório bem depois do momento em que os sintomas realmente começaram.

Quais articulações do pé são mais afetadas

O termo "artrose de tornozelo e pé" abrange, na verdade, um grupo de articulações diferentes, e vale entender rapidamente qual é qual. A articulação tibiotalar — o que a maioria das pessoas chama simplesmente de tornozelo — é onde a tíbia encontra o tálus, e é a mais associada à origem pós-traumática descrita nas seções anteriores. Logo abaixo dela fica a articulação subtalar, entre o tálus e o calcâneo, responsável por boa parte do movimento de inversão e eversão do pé — o movimento de virar a planta do pé para dentro ou para fora.

Mais à frente, o mediotarso reúne um conjunto de pequenas articulações na região do meio do pé, importantes para a adaptação do pé a terrenos irregulares. E, na ponta do pé, a primeira articulação metatarsofalângica — entre o primeiro metatarso e a base do dedão — pode desenvolver uma artrose própria, conhecida como hálux rígido: rigidez e dor no dedão exatamente no momento de impulsionar o passo, quando o peso do corpo passa por essa articulação a cada passada.

Cada uma dessas articulações pode ser afetada isoladamente ou em conjunto, e o padrão de qual delas está mais comprometida ajuda a orientar tanto o diagnóstico quanto as escolhas de tratamento, incluindo o tipo de calçado e órtese mais indicado para o seu caso.

Radiografia do antepé mostrando hálux rígido, com estreitamento do espaço da articulação do dedão
Hálux rígido na radiografia: a artrose da articulação do dedão estreita o espaço articular e forma osteófitos na borda. É a artrose do pé que mais interfere no impulso do passo, porque essa articulação recebe o peso do corpo a cada passada. · Radiografia: Hellerhoff — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons

Diagnóstico: por que a radiografia com carga importa

O diagnóstico começa sempre pelo exame clínico: conversa sobre o histórico — incluindo entorses e fraturas antigas, como você viu —, avaliação da amplitude de movimento, do alinhamento do pé e do tornozelo e dos pontos exatos de dor. É a partir daí que o exame de imagem entra para confirmar e detalhar o que o exame clínico já sugeriu.

A radiografia com carga — feita com você em pé, sustentando o próprio peso — costuma ser o exame inicial, e a diferença em relação à radiografia deitada não é um detalhe técnico menor. Sob carga, o alinhamento da articulação, o espaço entre os ossos e eventuais desvios aparecem de um jeito que a radiografia sem carga não mostra, porque é sob o peso do corpo, caminhando e ficando em pé, que a articulação realmente trabalha. Uma radiografia feita deitado pode até parecer relativamente normal em situações em que, de pé, o quadro se revela bem mais evidente.

Tomografia e ressonância magnética entram em situações mais específicas — para avaliar em detalhe a cartilagem do tálus, mapear uma lesão nela ou apoiar o planejamento de um eventual procedimento cirúrgico. Não são o primeiro exame pedido na maioria dos casos, mas ganham relevância quando a decisão clínica exige esse nível de detalhe.

No fim, vale uma máxima que orienta toda a avaliação: trata-se a pessoa, não a imagem. Um exame com alterações importantes em alguém com pouca queixa não necessariamente muda a conduta, assim como sintomas relevantes com imagem mais discreta não devem ser minimizados. A radiografia e os demais exames são ferramentas para entender o seu caso — não o caso em si.

O tratamento começa pela base

Independente de qual articulação está mais afetada ou de qual foi a causa, o ponto de partida do tratamento é surpreendentemente parecido entre as diretrizes internacionais sobre artrose. Uma revisão sistemática de diretrizes de alta qualidade sobre o tema (Conley et al., 2023) encontrou um núcleo comum entre elas: cuidado centrado na pessoa, exercício, educação sobre a doença e controle de peso quando apropriado. Uma revisão sobre artrose de quadril e joelho (Katz et al., 2021) reforça o mesmo núcleo, acrescentando que a medicação entra como complemento, não como base do tratamento. E a diretriz do American College of Rheumatology (Kolasinski et al., 2020) vai no mesmo sentido, com recomendação forte para exercício, perda de peso em pessoas com sobrepeso, programas de autocuidado e uso de bengala quando indicado.

Na prática, isso se traduz em fortalecimento muscular e reabilitação guiada — no seu acompanhamento, conduzida em parceria com a Dra. Lucymilla Guimaro, fisioterapeuta —, para dar mais suporte à articulação a cada passo. O tipo de exercício importa menos do que a constância: uma revisão sistemática com meta-análise em pessoas com 65 anos ou mais (Zampogna et al., 2020) encontrou efeito de pequeno a alto na melhora de dor, função, qualidade de vida e rigidez com exercícios em solo, na água, tai chi e ioga — diferentes formatos podem funcionar, e o que tende a fazer mais diferença é manter aquele que você consegue sustentar ao longo do tempo.

O ajuste de calçado é outra frente simples e com impacto real: solados em formato rocker — desenho de sola arredondado que ajuda a "rolar" o passo e reduz a exigência da articulação ao impulsionar o passo — e uma câmara ampla, que evita compressão sobre os dedos, costumam trazer alívio perceptível. Sobre órteses e palmilhas, vale a mesma honestidade sobre a origem da evidência que abre este texto: uma revisão sobre fisioterapia na dor de joelho por artrose (Berteau, 2022) — evidência de outra articulação, extrapolada como boa parte do que se usa no tornozelo — descreve o uso de órteses como a modalidade que alcançou, de forma mais consistente, o mínimo de efeito clinicamente relevante. Um resultado favorável, que reforça por que a indicação, aqui também, é calibrada caso a caso.

Por fim, controlar a carga não significa parar de se mexer, e sim ajustar como se mexer: trocar parte do impacto por atividades de menor sobrecarga e distribuir o esforço ao longo do dia são ajustes que cabem na rotina de quase todo mundo, sem abrir mão de se manter ativo.

Infiltrações e procedimentos: onde entram

Quando o tratamento de base não é suficiente para controlar uma crise de dor, as infiltrações entram como um recurso adicional — não como substituto da base, mas como complemento em momentos específicos. Em quadros em que a dor está intensa a ponto de impedir o próprio fortalecimento, o bloqueio anestésico pode abrir uma janela de dor controlada que torna a reabilitação possível — e é justamente essa a lógica de usá-lo: viabilizar o tratamento de base, não substituí-lo. O corticoide costuma ser considerado nesse cenário: a revisão de Katz et al. (2021, JAMA) descreve que infiltrações de corticoide oferecem alívio de curto prazo em quadros de artrose. A ressalva importante é sobre o uso repetido ao longo do tempo, que pede mais cautela e é sempre avaliado caso a caso, e não como uma solução para ser repetida indefinidamente.

A viscossuplementação — a injeção de ácido hialurônico dentro da articulação — é outra opção que costuma surgir na conversa, e aqui vale a leitura mais honesta possível: uma revisão Cochrane sobre tratamentos conservadores da artrose do tornozelo (Witteveen et al., 2015) concluiu que os dados disponíveis são insuficientes para embasar uma diretriz específica sobre o tema nessa articulação, apontando os analgésicos simples como um primeiro passo razoável. Segundo a mesma revisão, o ácido hialurônico pode ser considerado de forma condicional quando não há resposta adequada a esses analgésicos — mas com qualidade de evidência classificada como baixa. Ou seja: é uma opção existente, não uma indicação de primeira linha no tornozelo.

Os ortobiológicos — preparados obtidos do próprio sangue ou da própria medula óssea do paciente — completam o leque de opções injetáveis, sempre como avaliação individual sobre o que faz sentido para o seu grau de artrose e seus objetivos de tratamento.

A régua que uso para conversar sobre todas essas opções é sempre a mesma: onde a evidência é mais consistente, a indicação tende a ser mais direta; onde ela ainda é limitada — como é o caso de boa parte do que existe especificamente para o tornozelo —, a decisão é individual e compartilhada com você, com a expectativa alinhada desde o início sobre o que cada procedimento realisticamente pode oferecer.

Quando a cirurgia entra na conversa

A cirurgia entra na conversa quando o quadro é incapacitante e não respondeu ao tratamento não cirúrgico conduzido de forma adequada — essa é a linha resumida por uma revisão de diretrizes de alta qualidade sobre artrose (Conley et al., 2023), e é também a lógica que sigo na prática. Não existe um prazo único válido para todo mundo, mas existe um princípio: a cirurgia é considerada depois que a base do tratamento foi testada de verdade, não antes.

Quando esse momento chega, existem, de forma geral, dois caminhos possíveis: procedimentos que preservam a articulação, tentando manter a mobilidade e a anatomia originais, e procedimentos que substituem ou fundem a articulação comprometida, indicados para quadros mais avançados. Cada um desses caminhos tem suas próprias indicações, vantagens e limitações, e explicar as técnicas em detalhe foge do propósito deste texto — o que importa aqui é que a escolha entre eles não é padronizada: ela considera sua idade, sua demanda funcional (o que você precisa e quer voltar a fazer), o alinhamento do pé e do tornozelo e a condição das articulações vizinhas, que também participam do resultado final.

Nas lesões da cartilagem do tálus especificamente, existe até um marco temporal mais claro descrito na literatura: segundo as recomendações de um grupo de trabalho de ortopedia (Walther et al., 2023), se três meses de tratamento conservador não melhoram os sintomas, a cirurgia pode ser recomendada. É um exemplo de como o tempo de resposta ao tratamento conservador — não apenas a imagem do exame — orienta a decisão sobre operar ou não.

O que dá para fazer hoje

Enquanto você organiza a avaliação especializada, existem ajustes que já fazem diferença no dia a dia. Revisar o calçado que você mais usa — evitando solados muito rígidos ou câmara estreita — costuma trazer alívio perceptível rapidamente. Distribuir a carga ao longo do dia, em vez de concentrar longos períodos em pé ou caminhando de uma vez, também ajuda a evitar aquela dor que se acumula até o fim do dia.

Fortalecer a panturrilha e a musculatura do pé, com orientação profissional, dá mais suporte à articulação a cada passo. Controlar o peso corporal, quando isso for indicado no seu caso, reduz diretamente a carga sobre o tornozelo e o pé a cada movimento. Trocar parte do impacto do dia a dia por bicicleta ou atividades na água é outra estratégia útil — você continua se exercitando e mantendo a musculatura ativa, mas com menos sobrecarga direta sobre a articulação que dói. E, se você tiver um entorse novo, tratá-lo direito desde o início, em vez de deixar passar, é uma das formas mais diretas de proteger o tornozelo da história descrita nas seções anteriores.

Um alerta final vale a pena: parar completamente de se mover não é a solução, e tende a piorar o quadro. A mesma revisão de Katz et al. (2021, JAMA) descreve que a redução da atividade física associada à artrose se relaciona a pior saúde geral — outro motivo para buscar a atividade certa para o seu caso, em vez de simplesmente evitar o movimento.

Atendimento em Fortaleza e Eusébio

O acompanhamento da artrose de tornozelo e pé é feito pelo Dr. Caio Fábio, ortopedista especializado em pé e tornozelo, Membro Titular da SBOT (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia) e da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé), CRM-CE 12791 · RQE 8590. A avaliação inclui radiografia com carga quando indicada, e, quando algum procedimento como infiltração é considerado, ele é guiado por ultrassom no consultório, o que aumenta a precisão e a segurança da aplicação.

Como o tratamento de base da artrose passa por fortalecimento e reabilitação, esse cuidado é integrado desde o início, em parceria com a Dra. Lucymilla Guimaro. O atendimento acontece em Fortaleza (bairro Meireles) e no Medical Center Eusébio, com estacionamento no local nas duas unidades, além da opção de teleconsulta para pacientes de outras cidades, estados ou países. O contato pode ser feito pelo WhatsApp (85) 99826-1867.

Referências científicas (9)
  1. Tejero S et al. (2021). Conservative Treatment of Ankle Osteoarthritis. Journal of Clinical Medicine. DOI 10.3390/jcm10194561
  2. Walther M et al. (2023). Etiology, Classification, Diagnostics, and Conservative Management of Osteochondral Lesions of the Talus. Cartilage. DOI 10.1177/19476035231161806
  3. Buck TMF et al. (2023). Non-operative management for osteochondral lesions of the talus: a systematic review of treatment modalities, clinical- and radiological outcomes. Knee Surgery, Sports Traumatology, Arthroscopy. DOI 10.1007/s00167-023-07408-w
  4. Conley B et al. (2023). Core Recommendations for Osteoarthritis Care: A Systematic Review of Clinical Practice Guidelines. Arthritis Care & Research. DOI 10.1002/acr.25101
  5. Katz JN et al. (2021). Diagnosis and Treatment of Hip and Knee Osteoarthritis: A Review. JAMA. DOI 10.1001/jama.2020.22171
  6. Zampogna B et al. (2020). The Role of Physical Activity as Conservative Treatment for Hip and Knee Osteoarthritis in Older People: A Systematic Review and Meta-Analysis. Journal of Clinical Medicine. DOI 10.3390/jcm9041167
  7. Berteau JP et al. (2022). Knee Pain from Osteoarthritis: Pathogenesis, Risk Factors, and Recent Evidence on Physical Therapy Interventions. Journal of Clinical Medicine. DOI 10.3390/jcm11123252
  8. Witteveen AGH et al. (2015). Hyaluronic acid and other conservative treatment options for osteoarthritis of the ankle. Cochrane Database of Systematic Reviews. DOI 10.1002/14651858.CD010643.pub2
  9. Kolasinski SL et al. (2020). 2019 American College of Rheumatology/Arthritis Foundation Guideline for the Management of Osteoarthritis of the Hand, Hip, and Knee. Arthritis & Rheumatology. DOI 10.1002/art.41142

Referências verificadas em bases indexadas (PubMed) antes da publicação. O texto resume os achados de forma acessível; a leitura dos estudos originais é recomendada para o aprofundamento técnico.

Perguntas frequentes

Artrose no tornozelo tem cura?

A artrose não tem cura no sentido de reverter o desgaste já existente na cartilagem, mas o tratamento pode controlar bem os sintomas e preservar a função da articulação por muito tempo. A evolução varia de pessoa para pessoa, conforme o grau do desgaste e a resposta ao tratamento conservador.

Artrose é sempre por causa da idade?

No tornozelo, geralmente não. Diferente do joelho e do quadril, a artrose dessa articulação costuma ter origem pós-traumática — consequência de entorses graves, entorses de repetição ou fraturas antigas —, o que explica por que ela também aparece em pessoas mais jovens e ativas.

Posso continuar caminhando ou correndo?

Na maioria dos casos, sim, com os ajustes adequados. Atividade física adaptada costuma ser parte do próprio tratamento, enquanto parar completamente de se mover tende a piorar o quadro. A avaliação individual ajusta intensidade, calçado e tipo de atividade ao seu caso.

Qual exame diagnostica?

O diagnóstico começa com exame clínico detalhado, seguido de radiografia com carga (com você em pé), que mostra como a articulação se comporta sob o peso do corpo. Tomografia ou ressonância magnética podem ser solicitadas em situações mais específicas.

Infiltração de corticoide estraga a articulação?

O uso repetido de corticoide ao longo do tempo merece cautela e é sempre avaliado caso a caso. Já o alívio de curto prazo em uma crise de dor tem seu papel dentro do tratamento — a decisão sobre usar, e com que frequência, é sempre individual.

Vou precisar de cirurgia?

A maioria dos casos de artrose de tornozelo e pé é conduzida sem cirurgia por muito tempo, às vezes por anos. A indicação cirúrgica costuma surgir quando o tratamento conservador, bem conduzido, não sustenta mais a função e a qualidade de vida no dia a dia.

Artrose no tornozelo aposenta do esporte?

Não necessariamente. Muita gente com artrose de tornozelo segue praticando esporte com adaptações — de intensidade, impacto ou modalidade. A avaliação individual é o que define o que é seguro e o que faz sentido no seu caso específico.

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